TUDO AQUI DEMORA

20 out

Hola, mi nombre es Roberto. Roberto es muy guapo. Neste ano de 2012, Outubro, como o bom mês que é, trouxe para o Brasil cinco shows do Evanescence. Só que para nós, o presente mesmo foi o que o Evanescence trouxe com eles: o The Used abrindo os shows. Porto Alegre, Recife e Fortaleza encontraram pela primeira vez os baixinhos simpáticos. São Paulo e Rio de Janeiro, depois de cinco longos anos, puderam ver novamente Robertinho e companhia em cima do palco, cuspindo água pro alto e gritando Take it Away. “Como deve ser”, já disse o Simas, em quem a gente tá tentando dar unfollow há anos, mas ainda não conseguiu.  E parece que é essa mesmo a sensação quando o The Used está no palco; de que está tudo certo, de alguma forma.
Essa é a nossa opinião, de qualquer forma. Podemos contar segundo por segundo do que aconteceu no show de Porto Alegre, mas tem um pessoal das outras cidades que também achou muito digno pagar caríssimo no ingresso, ver a banda de abertura, surtar e se retirar. Achamos que ia ser muito mais legal falar com todo mundo do que ficar só de mimimi contando o que a gente achou, então, escolhemos uma pessoa de cada cidade pelas quais eles passaram para nos contar sobre essa experiência.

Todo mundo aqui é fã da banda há muito tempo. (Menos a Ellen, mas ela é novinha, então a gente perdoa). Quatro anos é  tempo da cearense Andresa. A Lívia, que é de Recife, gosta mesmo desde 2006. 2006, inclusive, foi o ano em que a Elaine, nossa fonte carioca, ouviu pela primeira vez. A Mariana conheceu a banda através de uma prima mais velha lááá em 2002 – deve ser porque ela é de São Paulo, onde tudo chega primeiro. A Nate e a Cris, que conheceram em 2005, querem mandar um beijo pro Kazaa.

As únicas que já tinham visto eles ao vivo em 2007 são a Elaine, que tem a sorte de morar no Rio de Janeiro (por onde passam quase todas as turnês) e a Nate, que inclusive gastou todos os créditos ligando de Curitiba pra Recife pra Lívia poder escutar Blue & Yellow pelo telefone. A Mari era muito pequeninha em 2007, coitada, e esperou quase dez anos para poder ver a banda ao vivo; a ansiedade tava grande, né? “Não sei dizer, na verdade eu só acreditei mesmo que ia ver meu The Used no instante que vi eles lá no palco.” Gente, não consigo superar o quão meiga é essa Mariana. O The Used dela, viu? E nosso também.

Essa história de ser a BANDA DE ABERTURA da turnê do Evanescence? A nossa amiga paulista detestou, não só porque são públicos totalmente diferentes, mas porque o fato de The Used talvez não ter fãs suficientes no Brasil para vir numa turnê solo é algo super decepcionante para ela: ”Isso não faz sentido”. Frustração também foi bem o que a Elaine sentiu, afinal, vindo junto com outra banda bem maior, é claro que o ingresso ia ser mais caro e sendo um show de abertura é claro que a set list ia ser bem mais curta. E a reação da Lívia? “EU VOU VER THE USED”. No Ceará, The Used não abriu o show do Evanescence, mas as duas bandas fizeram parte do Ceará Music, um festival que nesse ano também teve Agridoce, Simple Plan, O Rappa. A Andresa nem se importou: “Achei muito gratificante deles virem pra cá, uma banda desse porte aqui na ‘terra do forró’”. Ela, inclusive, diz que está bem otimista com a possibilidade deles voltarem, o pessoal gostou tanto que tá fazendo petições e campanhas (quem quiser ajudar, fica a dica, hoje vai ter um movimento no twitter). No fim, tudo ficou bem: aqui em Porto Alegre todo mundo se tratou com muito respeito, os fãs de Evanescence até entraram nas brincadeiras do Bert e entenderam que aquele primeiro show era tão importante para a gente quanto o próximo seria para eles. Dizem que no Rio as coisas não foram muito tranquilas e, no show, eles pareciam um pouco estressados pela forma com que foram recebidos pelos fãs de Evanescence. A Mariana diz que rezou muito para ser diferente em São Paulo. E foi, apesar de que, na fila, olhavam feio quem chegava com camiseta do The Used, conta ela. Em Recife, a Lívia disse que aconteceu bem o que ela esperava “meio mundo de gente parada e o Bert enlouquecido, foi exatamente assim”. Sorte deles que ela estava lá e “parecia uma louca pulando e gritando”.  Um pouco desse comportamento é por ela ser completamente retardada é pelo fato deles praticamente só terem tocado músicas antigas, então é quase como ele tivesse mesmo acontecido em 2007. A Mariana não ficou satisfeita com o tempo do show: “Foi The Used e isso não tem explicação, mas eu esperava mais tempo com eles. Não foi o suficiente”. Isso que ela deu a maior sorte do mundo e conseguiu ficar na grade, sem ninguém na frente para atrapalhar a visão.  “Foi realmente exatamente como eu imaginava” contou a Elaine, que achou tudo realmente maravilhoso. Segundo ela, eles estavam animadíssimos por estarem de volta no Brasil e pareciam mesmo a vontade com o público, mesmo a maior parte daquele público não estando ali por eles. A Andresa disse que achou que ia lotar bem mais, que iam ter fã clubes histéricos, etc, mas nada; por parte da banda, porém: “Foi perfeito”, apesar de curtinho (cada banda só podia tocar 10 músicas por ser um festival).  Mas ela tem sim uma observação sobre os fãs “eles parecem ser bem valorosos , tinham até adultos dizendo “pronto, agora posso morrer” no fim da apresentação…” e que a galera é bem mais tranquila e menos rotulável que a maioria dos fãs das outras bandas (ela disse Simple Plan, por exemplo, mas a gente não quer se envolver, então não vai comentar isso).

A gente quis saber também um pouco da organização, que é um tópico que sempre temos um milhão de reclamações para fazer. Dessa vez, por incrível que pareça, o único erro absurdo que eu consigo pensar é em terem feito esse show no Pepsi On Stage – e essa ideia idiota de fecharem a casa no meio para parecer mais cheia. Mas beleza se vocês gostam de perder dinheiro ao invés de alguns minutos para conhecer o público da cidade. As gurias já reclamaram bem mais e ambas falaram sobre o som. Em São Paulo, a Mari achou que não tinham dado muita atenção à checagem de som, porque a correria logo antes do show estava muito maior que o normal. Segundo a Lívia, em Recife, o som estava completamente errado, com a voz e a guitarra muito baixas. No show do Evanescence tudo mudou. E elogios, gurias?  “Achei muito foda a iluminação e os efeitos, nisso até na parte do Evanescence estava ótimo. Principalmente os dois telões que estava lá, ajudou bastante pra ver mais de pertinho”, palavras da Mari. A organização do Ceará Music foi muito boa, segundo a Andresa, mas o elogio dela é mesmo pra banda: “Achei muito bonito da parte do Bert ter chamado uma menina lá e tal, e achei bonito porque ela era meio lerdinha, não entrosava muito porque não sabia inglês, acho. Mas ele deu atenção legal pra ela, perguntando o nome, mexendo no cabelo dela enquanto ela gritava… foi hilário”. A gente ficou chocada mesmo foi com o Rio de Janeiro, um beijo pra vocês aí de cima: “[na fila do nível 3] tinha uma menina anotando o nome de cada pessoa que chegava para que soubessem a ordem caso alguém saísse pra ir ao banheiro, etc”. Fica a dica, (fãs de) Porto Alegre!

Definam o show em uma palavra, então: um “inesquecível” veio da Lívia, um “perfeito” da Mariana e um “ímpar” da Andresa. Acho que a gente não precisa falar nada mais depois disso.

“Só tenho a agradecer por eles terem voltado, mesmo que para shows tão curtos” diz a Elaine em um momento. Descrevê-los em uma só palavra não deu, ela precisou de quatro: “eles são os reis”. É tanto amor que eu estou derretendo aqui.

Saindo um pouco da casa de shows e indo em direção ao hotel, quisemos saber se elas tinham conhecido a banda. Conheceu, Lívia? “SSSSSSSSSSSSIM”. “São uns anjinhos, né?” tive que perguntar, numa expressão que só faz sentido de fã para fã, já que nenhuma outra pessoa olha para um bando de homens barbados e pensa “meus pequeninhos”, muito menos quanto tu tem um metro e meio de altura. “Eles são uns amores e atenciosos e lindos e maravilhosos e, sei lá, só conhecendo” foi a resposta dela. Ó as fotos da guria com o Jepha e com o Bert:

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Queremos deixar um P.S. aqui que a Nate e a Ellen também conheceram eles, mas elas choram de saudades toda vez que tocam no assunto. Só pra dizer que ninguém do blog disse nada, elas querem ressaltar que, como se não fosse suficiente a simpatia que exalava dos baixinhos (né, gente), eles também têm os melhores abraços do mundo (principalmente o Quinn, desculpa mundo). E o Bert não fede.

E como se finaliza uma entrevista dessas? Ah, nós tínhamos a pergunta perfeita:
“O que o Bert fez quando cantou “chemical romance” em Take it Away? Qual sua opinião sobre isso?”
Elaine: HAHAHAHAHAHHAAHAH Eu fiquei realmente apreensiva com essa parte, mas eu sinceramente não o ouvi cantar esse pedaço… foi uma porção de gritos.
Andresa: Olha, nessa hora eu devia estar tentando tirar fotos haha porque não lembro exatamente se ele fez algo. Minha opinião é que se ele ficasse com o Gerard eles formariam um império imbatível em qualquer sentido da palavra.
Mariana: HUAHUA Ele não cantou! Ele riu e deu o dedinho ou fez um coração, eu não tenho certeza porque aquele engraçadinho estava cheio de fazer coração pro público da premium.
Eu acho só engraçado, ué. O Bert é o Bert e ele faz o que dá na telha e isso é lindo e encantador. Fim.


Texto: Natasha (@natasha_wh)
Entrevistas: Cristiane (@crisbastianello) e Natasha
Apoio: Gabriela (@gabriellen_)

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