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Vou sentir saudades, Jonas Brothers

16 mar

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Parei pra pensar várias vezes em como meu eu de 14 anos estaria se sentindo nessa semana. Eu não estaria surtando. É verdade que os Jonas Brothers, desde que chegaram no Brasil, fizeram uma boa parte do meu dia. Entrevistei um deles e escrevi uns textos sobre o show. E foi muito legal, realmente adorei, mas o tempo todo ficava pensando “bá, imagina se fosse uma banda que eu gostasse!”

Mas e por que eu nunca gostei dos Jonas Brothers? Quer dizer, sempre achei eles uns queridos e ainda sei cantarolar Mandy e Lovebug (lembro da apresentação no VMA), mas eles nunca chegaram a se tornar uma das minhas bandas favoritas. Pode ser até que isso tenha acontecido por eu já ter passado da idade quando eles estouraram, mas eu tenho um outro palpite. Os Jonas Brothers são muito legais pra mim. Eles chegaram a colocar uma menininha em cima do palco, só porque ela era desse tamanhinho, e o Joe cantou uma música inteira abraçada nela. As fãs deles também são legais, várias guriazinhas queridas curtindo o show de camiseta e tênis. Não dava, eu tinha mesmo que gostar de umas bandas que me estressam até hoje fazendo bobagem e cujas fãs perderam a noção de como se vestir há um bom tempo.

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Cheguei na fila no meio da tarde para tirar umas fotos de quem surtava. As primeiras da fila estavam há onze dias, ONZE fuckin’ DIAS. Toma essa, gente que acha que uma noite é motivo de surto (pior que é). A frente do Pepsi estava lotada de gente e fiquei chocadíssima – depois fui descobrir que certamente todo mundo que estava lá dentro já estava na fila àquela hora, porque o lugar estava vazio.

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A pista comum

Antes de deixar vocês com minhas anotações do show comentadas, queria falar um pouco sobre: O PEPSI ON STAGE VAZIO. Acho que esse é o terceiro ou quarto show consecutivo que vou lá e o público não ocupa nem metade do espaço que a casa tem capacidade. Descobri que mudaram a lotação máxima de 7 mil para 4 mil pessoas depois do que aconteceu em Santa Maria e eu sei que fãs adolescentes se esmagam na frente, ocupando metade do espaço que ocupariam e respirando com bem mais dificuldade que o normal, mas ainda assim não se justifica. Primeiro que PISTA VIP em um lugar em que cabem 4 mil pessoas chega a ser ilógico e é um roubo de dinheiro vergonhoso. Segundo que alugar o Pepsi e alugar o Teatro do Bourbon, já me disseram, é praticamente o mesmo preço. Sem contar que o Teatro é um milhão de vezes melhor para ouvir e assistir ao show, o Bourbon é muito mais confortável para os pais ficarem esperando sem precisar entrar e ficar jogados no chão na frente do lugar. Mas por que fazer sentido, né?

Obrigada por aguentarem meu blablabla e agora, para não me estender demais com textos longuíssimos, escolhi por comentar o show através das anotações que fiz durante a apresentação porque sou muito profissional #jounalismo

Desligaram o som da Drive bem no meio de Olhando pra Você
*Primeiro que: Drive? Que ano é hoje? Pack ainda tenho sua foto de colírio da Capricho em alguma caixa obscura no meu quarto. Sdds 2005. E Olhando pra Você <3 Tava tão feliz curtindo muito o show, cantando todas as músicas (as deles, porque os covers tavam muito vergonha alheia). Mas passaram do tempo e a produção não tava de brinks e tchau, Drive.

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Adoro muito pais espirituosos

O lugar tá vazio, 1/3 do Pepsi, ninguém no mezanino, mas elas gritam mais alto que 3 Pepsis
*Juro que nunca vi uma gente gritar tanto – e isso que eu berro, hein.

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Wendy e Peter Pan da música Fly With Me, os irmãos Laura e Augusto Pacheco. Olha que queridos, eles tavam até com cartazes pra chamar atenção da banda.

Bem divertidinho esse opening act, Mikey Deleasa, e as minas curtindo muito porque é cunhado do Kevin.

Segurança do meu lado na grade da pista normal as gurias gritando pra não ficar na frente delas: “É difícil” “Bá”
*Sentadinha bem na frente da grade, naquelas plataforminhas(?) que ficam de apoio e esperando o show começar, fiquei com pena da segurança, que tinha que ficar em uma dança de acordo com os gritos “na minha frente nãããão, vai mais pra lá”. E olha que eu não curto seguranças em shows.

Antes do show começar, cada música que acaba é um surto

Às nove em ponto: coro “Jonas Jonas Jonas”

21h07

ELAS ENCHEM UMA CASA DE SHOWS

Praq esses óculos escuros Joe Jonas

Caralho, o chão do Pepsi tá tremendo

E essa Times Square loca no telão (projeções muito loucas o show inteiro)

As fãs cantam mais alto que todos e sabem todas as letras. Todo mundo que tá aqui é fã mesmo (tem que ser)
*Tem que ser fã, eu digo, porque a banda passou os últimos três anos em hiato, não lançam nada novo desde 2009, eu acho, não tocam mais no rádio, etc, então só lembra deles e paga o ingresso caríssimo quem realmente gosta.

KD conversa
*Bandas adolescentes são conhecidas por NÃO CALAREM A BOCA, pelo menos essa é a impressão que a minha mãe tem (e passou pra mim). Os Jonas Brothers não, eles falam só o necessário e tocam o tempo todo. O show foi uma hora e meia de MÚSICA e não de conversa, o que é legal, mas pra quem tá acostumada com o contrário, falta alguma coisa.

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Pedro curtiu o baixista

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O surto quando o Kevin cantou

Animação enlouquecida na nova música “Let’s Go”
*Achei a música bem legal, um pouco mais ~dançante e bem divertidinha.

Ed Sheeran <3 meu coração até skipped a beat e as minas sabem cantar já pode vir pra cá!!!!
*Eu sabia que eles tinham tocado “The A Team” em São Paulo e achei extremamente wtf, mas aqui em Porto Alegre achei muito amor, inclusive dei uns pulinhos quando começou e me agarrei no braço do Pedro. Foi a única música que cantei do início ao fim HAHAHA e achei amor que todo mundo tava cantando junto, só fiquei pensando se elas sabiam sobre o que é a letra, mas faz parte.

Muitas lágrimas em “Fly With Me”, MUITO amor
*Essa “Fly With Me” me pareceu meio que uma favorita dos fãs, no estilo “Too Close For Comfort”, TODO MUNDO na minha volta começou a chorar, um amorzinho, até fiquei emocionada. Mas a letra é bonitinha, olha só: “If it’s you and me forever/ If it’s you and me right now/ I’d be alright/ Be alright/ We’re chasing stars to lose our shadow/ Peter Pan and Wendy turned out fine/ So won’t you fly with me?”

Wedding Bells, música pra Miley Cyrus, TODO MUNDO sabe cantar e nem foi lançada

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Esse menino Nick Jonas nunca sorri?

Joe, como frontman, com a melhor presença de palco. Se bem que o palco é tão lotado que fica foda de se mexer

Chamaram uma fã de uns 5 anos no palco e o Joe deu uma rosa pra ela e um beijo na bochecha e depois ela deu beijinhos em todos. O Joe passou a música inteira abraçado nela e ela chorando. Ele disse que chamou porque ela era muito pequeninha. EU TAMBÉM TENHO MEIO METRO DE ALTURA GLR ME CHAMA NO PALCO.
*Tô sonhando/chorando com esse momento até agora ok.

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AI MEU CORAÇÃO DE FÃ

Fãs cantaram as últimas músicas “S.O.S” e “Burnin’ Up” mais alto que a banda e o Pepsi vazio veio abaixo Bem divertindo o fim e o show em geral, gostei desses meninos Jonas. MAS TO VELHA, quero ir pra casa dormir.

Natasha Heinz
@natasha_wh

Fotos: Pedro Veloso

2012 em músicas

31 dez

Chega o final do ano e, junto com ele, vem as festas, as músicas (cof cof Simone), a comida, a bebida e uma leva imensurável de listas de melhores e piores músicas, álbuns, bandas, seriados, filmes. Tudo. Tem até lista de lista.

A gente resolveu fazer algo um pouco diferente. Percebemos que a melhor música do ano não precisa necessariamente ter sido lançada no ano em si. Ela pode ter 5, 10, 20 ou sei lá, 100 anos. O importante é que ela represente algo para quem a escuta.

Por isso, perguntamos para algumas pessoas que músicas que representam 2012 para elas e por quê.

As respostas variam de músicas e histórias ~~profundas, para bonitinhas, para talvez até meio deprê. Mas cada uma delas representa 2012 para alguém.

Julia M.

Young, Wild & Free – Wiz Khalifa feat. Snoop Dogg

Eu não sou muito fã de Wiz Khalifa, mas essa música representa todas as vezes que eu sai e me diverti com os meus amigos em 2012: “We’re just having fun, we don’t care who sees. So what we go out? That’s how its supposed to be, living young and wild and free”

 

 

Popy M.

Once and for All – Clock Opera

Once and for All resume bem meu 2012 porque a certa altura do ano percebi que tinham vários aspectos na minha vida que não estavam como eu desejava. Resolvi abrir mão de muitas coisa e repensar os meus objetivos, como eu sou perfeccionista e overthinker demais, isso gerou muita insegurança e medo de errar, e essa música dá uma puta força: ” AS COISAS MUDAM, TE ERGUE, RAPAZ, GRITA A PORRA DO TEU NOME E ACREDITA, VAMO LÁ!”.

No final das contas (e do ano, hehe), a grande maioria dessas mudanças foram mais positivas do que eu poderia imaginar. Obg, Clock Opera! (:

 

 

Ana Julia C.

Skin and Bones – Motion City Soundtrack

Toda essa coisa de terminar o colegial te faz pensar bastante sobre ~~a vida. Sem contar a parte que você se sente um lixo 110% do tempo quando “fracassa”.

 

 

Cândida S.

Dois cafés – Tulipa Ruiz e Lulu Santos

É uma música que marcou meu 2012 porque traduz exatamente como é a vida. Todos buscamos um lugar sem saber qual, e isso representou muito o que passei, já que saí do interior e me mudei para Porto Alegre. Sobretudo nesse trecho aqui me identifico demais:

“Ter que manter a vida mesmo sem ter um lugar
Daqui pra frente o tempo vai poder dizer
Se é na cidade que você tem que viver
Para inventar família, inventar um lar.”

Comecei então uma rotina totalmente diferente da qual estive acostumada. Por isso, senti na pele cada verso que os dois escreveram. Sem contar que sou fã da Tulipa e a parceria com o Lulu deu super certo.

 

 

Paula K.

Nothing But Heart – Low

Uma amiga que tem ótimo gosto musical me apresentou eles e essa música ficou repetindo na minha cabeça por muito tempo. Ela é incrível. Não sei explicar porque marcou 2012 sem ser sentimental, mas ela me ajudou um pouco a me conhecer melhor. E como a música diz “i am nothing but heart”. E ela me embalou em várias noites em que eu fiquei lendo e tal.

 

 

Jordana

Último Romance – Los Hermanos

Foi a primeira música que meu namorado tocou para mim no Skype, e a mesma que ele usou para me pedir em namoro, além de usar o título dela para definir nosso namoro.

 

 

Bruna B.

Turn Up the Radio – Madonna e Skinny Love – Bon Iver

Ao mesmo tempo que foi um ano muito calmo e meio triste, que nem a do bon iver, foi muito louco. E a musica da madonna fala tipo de momentos que a vida ta na merda e tu tem que dar um jeito de se reerguer e tal.

 

E a ~reflexão que fica com esse post de fim de ano é como a música funciona. Quer dizer, [momento pedro bial] ela pode não significar nada para ti, mas para alguém ela pode representar um ano inteiro. [/momento pedro bial]

 Feliz ano novo procêis.

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(tentem não ficar assim, amanhã)

Blink 182 meets the new Blink 182

19 dez

Saiu hoje o presente de Natal do Blink 182 para os fãs: o EP Dogs Eating Dogs.

Presente mesmo, porque eu, como fã da banda, não poderia ter ficado mais feliz com o resultado, e creio que todos os outros fãs sentem o mesmo (E SE NÃO SENTEM NÃO SÃO FÃS DE VERDADE, NÃO QUERO SABER).Image

Quando o Blink fez todo aquele drama e resolveu acabar, lembro que eu fiquei bastante triste. Lembro também que quando voltaram, eu quase tive um AVC de tão feliz. Mas daí eles lançaram o “Neighborhoods” que, ok, eu gosto, acho legal, mas não é… Blink.

Deixa eu explicar: eu acho que por mais que seja legal, o álbum não era COERENTE. Tu ia ouvindo as músicas e ia pensando “essa certamente é do Mark”, “essa parece AvA” e “essa parece +44” e por aí vai.

Enfim, sinto que com o Dogs Eating Dogs, eles finalmente se ~~encontraram e conseguiram fazer um “Blink evoluído”. As mesmas melodias contagiantes, as letras bobinhas mas agora um pouco mais sérias e com menos piadas.

De qualquer forma, o EP é bem legal, as músicas são animadinhas e tem uma até meio What Went Wrong (bônus track do Take Off Your Pants and Jacket), a Boxing Day.

I’m empty like the day after Christmas, swept beneath the wave of your goodbye.
You left me on the day after Christmas, there’s nothing left to say, and so goodnight.
I will follow the trail to tomorrow,with my loneliness with sorrow all through the night.

Ainda dá pra notar influências das outras bandas (Ava e +44), mas agora elas são o plano de fundo de uma nova fase do Blink 182.

Aliás, uma observação: achei que, com esse nome, o EP teria pelo menos uma música engraçadinha, mas não. Senti falta de um I Wanna Fuck a Dog in the Ass parte dois ou algo do tipo.

Dogs Eating Dogs, música que leva também o nome do EP é a que mais lembra o Blink antigo que todos amamos e conhecemos, mas vamos ser francos: esse não vai voltar tão cedo.

@niinaschroder

you can’t spell husband without band

23 nov

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Nós do seis de outubro queremos desejar um feliz dia do músico para todos os músicos que serviram de inspiração na nossa vida, assim como para os que ainda servirão, não apenas com suas canções, mas com trabalhos domésticos e criação de crianças, afinal, já diz o título do post: “you can’t spell ‘husband’ without ‘band'”.