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Blink 182 meets the new Blink 182

19 dez

Saiu hoje o presente de Natal do Blink 182 para os fãs: o EP Dogs Eating Dogs.

Presente mesmo, porque eu, como fã da banda, não poderia ter ficado mais feliz com o resultado, e creio que todos os outros fãs sentem o mesmo (E SE NÃO SENTEM NÃO SÃO FÃS DE VERDADE, NÃO QUERO SABER).Image

Quando o Blink fez todo aquele drama e resolveu acabar, lembro que eu fiquei bastante triste. Lembro também que quando voltaram, eu quase tive um AVC de tão feliz. Mas daí eles lançaram o “Neighborhoods” que, ok, eu gosto, acho legal, mas não é… Blink.

Deixa eu explicar: eu acho que por mais que seja legal, o álbum não era COERENTE. Tu ia ouvindo as músicas e ia pensando “essa certamente é do Mark”, “essa parece AvA” e “essa parece +44” e por aí vai.

Enfim, sinto que com o Dogs Eating Dogs, eles finalmente se ~~encontraram e conseguiram fazer um “Blink evoluído”. As mesmas melodias contagiantes, as letras bobinhas mas agora um pouco mais sérias e com menos piadas.

De qualquer forma, o EP é bem legal, as músicas são animadinhas e tem uma até meio What Went Wrong (bônus track do Take Off Your Pants and Jacket), a Boxing Day.

I’m empty like the day after Christmas, swept beneath the wave of your goodbye.
You left me on the day after Christmas, there’s nothing left to say, and so goodnight.
I will follow the trail to tomorrow,with my loneliness with sorrow all through the night.

Ainda dá pra notar influências das outras bandas (Ava e +44), mas agora elas são o plano de fundo de uma nova fase do Blink 182.

Aliás, uma observação: achei que, com esse nome, o EP teria pelo menos uma música engraçadinha, mas não. Senti falta de um I Wanna Fuck a Dog in the Ass parte dois ou algo do tipo.

Dogs Eating Dogs, música que leva também o nome do EP é a que mais lembra o Blink antigo que todos amamos e conhecemos, mas vamos ser francos: esse não vai voltar tão cedo.

@niinaschroder

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Former Lives, um álbum (quase) sobre vidas alheias

28 out

Semana passada, o vocalista da lindíssima banda Death Cab For Cutie lançou seu primeiro álbum solo, Former Lives. Eu, como boa fã de Death Cab e do próprio Ben Gibbard, que tem projetos ótimos como Postal Service, não poderia ter ficado mais animada no momento que baixei o álbum.

Vou ser bem sincera e dizer que esperava algo meio Death Cab meets Postal Service, mas o resultado não foi bem esse.

Pra quem não conhece Postal Service

O álbum parece mais algo como uma mistura dos últimos dois álbuns do DCFC, Narrow Stairs e Codes and Keys. Tanto que poderia ter na capa escrito “Death Cab For Cutie” que ninguém acharia estranho. Acredito que a maioria dos fãs esperava do Gibbard um álbum mais sombrio e deprimente, devido ao termino de sua relação com a atriz e crush de 98% dos indies, Zooey Deschanel .

Former Lives não tem lá grandes experimentações instrumentais, mas ganha bastante destaque nas letras, que sempre me pareceram ser o forte de Gibbard.  E, bom, só digo que aqueles que esperavam músicas melancólicas e chorumentas sobre como a Zooey era incrível e ele a deixou escapar (sei que todos estão pensando nisso) irão se decepcionar, pois de acordo com o próprio Gibbard, apesar de, sim, algumas músicas retratarem partes intimas da sua vida, a maioria não é baseada na vida do cara (ele que falou, hein, vocês podem tirar as próprias conclusões).

Inclusive, em uma entrevista, Ben disse que a maioria das músicas do álbum são musicas que ele escreveu ao longo da vida e nunca entraram nos cds do Death Cab. Por isso, no Former Lives, ele não retrata um momento específico, como é comum nos álbums da banda.
Fun Fact: a canção Bigger Than Love, que Gibbard canta em um dueto com a cantora Aimee Mann, é inspirada nas cartas de amor dos escritores F. Scott e Zelda Fitzgerald, retiradas do livro “Dear Scott, Dearest Zelda”. A música recria a vida dos dois em uma música que retrata a vida conturbada e apaixonada dos dois.


“I live with my memories
The bustle and fervor of New York
We’re on 59th street
We quarreled and broke the bathroom door
‘Cause you were just drinking
Drinking til you could hardly see
Of how much I loved you
I couldn’t bring myself to leave”

Resumidamente, apesar de não ter grandes e loucas inovações, Ben Gibbard se ateve ao que faz de melhor: canções com letras incríveis e melodias contagiantes.

Pra finalizar, a minha música preferida do álbum:

Carina 

@niinaschroder